Tinha Negra

Tinha Negra

Publicado em 29 de abril de 2015

Atlas de Imagens

Ceratofitose produzida pelo fungo demáceo Phæoannellomyces werneckii, de evolução crônica, assintomática, caracterizada pela presença de lesões pardacentas ou pardo-negras localizadas com maior freqüência nas superfícies palmoplantares. Alguns casos na Venezuela foram produzidos por Stenella araguata, com idênticas manifestações clínicas. É conhecida também como feohifomicose superficial.

Apresenta maior incidência nas regiões intertropicais das Américas, incluindo o Brasil. Solos com alto teor de salinidade, como os das praias, constituem o nicho ecológico do fungo, onde o indivíduo é inoculado, talvez através de pequenas abrasões cutâneas. Os pacientes em geral apresentam hiperidrose palmoplantar. Pela evaporação intermitente do suor, resultam condições propícias ao desenvolvimento do fungo.

Manifestações clínicas: Observam-se máculas pardacentas ou pardo-negras, de limites precisos, sem descamação perceptível. Em geral trata-se de lesão única na palma da mão ou planta do pé, excepcionalmente múltiplas ou localizadas em outras áreas, como no pescoço, dorso ou pênis. O diagnóstico diferencial inclui nevo melanocítico, melanoma e pigmentação exógena.

Diagnóstico: Confirma-se pelo encontro de hifas demáceas septadas ao exame direto, que pode ser realizado tanto em escamas clarificadas pelo KOH como através do método da fita gomada. A cultura é de fácil execução, entretanto desnecessária para fins práticos.

Tratamento: Antimicóticos tópicos e agentes ceratolíticos são sempre efetivos.

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