Tinha Negra

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Ceratofitose produzida pelo fungo demáceo Phæoannellomyces werneckii, de evolução crônica, assintomática, caracterizada pela presença de lesões pardacentas ou pardo-negras localizadas com maior freqüência nas superfícies palmoplantares. Alguns casos na Venezuela foram produzidos por Stenella araguata, com idênticas manifestações clínicas. É conhecida também como feohifomicose superficial.

Apresenta maior incidência nas regiões intertropicais das Américas, incluindo o Brasil. Solos com alto teor de salinidade, como os das praias, constituem o nicho ecológico do fungo, onde o indivíduo é inoculado, talvez através de pequenas abrasões cutâneas. Os pacientes em geral apresentam hiperidrose palmoplantar. Pela evaporação intermitente do suor, resultam condições propícias ao desenvolvimento do fungo.

Manifestações clínicas: Observam-se máculas pardacentas ou pardo-negras, de limites precisos, sem descamação perceptível. Em geral trata-se de lesão única na palma da mão ou planta do pé, excepcionalmente múltiplas ou localizadas em outras áreas, como no pescoço, dorso ou pênis. O diagnóstico diferencial inclui nevo melanocítico, melanoma e pigmentação exógena.

Diagnóstico: Confirma-se pelo encontro de hifas demáceas septadas ao exame direto, que pode ser realizado tanto em escamas clarificadas pelo KOH como através do método da fita gomada. A cultura é de fácil execução, entretanto desnecessária para fins práticos.

Tratamento: Antimicóticos tópicos e agentes ceratolíticos são sempre efetivos.

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