Onicomicose

Onicomicose

Publicado em 17 de abril de 2015

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Onicomicose refere-se a uma infecção fúngica das unhas das mãos ou pés. Trata-se de uma doença comum, responsável por mais de 50% das doenças ungueais. Pode causar dor, desconforto ou deformação da unhas acometida, prejudicando a qualidade de vida.

Etiopatogenia: A etiopatogenia depende do tipo clínico apresentado. A forma subungueal lateral e distal é o tipo clínico mais comum de onicomicose. Pode ser causada por fungos dermatófitos, leveduras ou fungos não-dermatófitos.
Os fungos dermatófitos são de longe a causa mais comum de onicomicose, representando quase 90% dos casos, sendo o Trichophyton rubrum o principal agente etiológico, seguido pelo Trichophyton mentagrophytes. Onicomicose por fungos não dermatófitos (Fusarium, Scopulariopsis brevicaulis, espécies de Aspergillus), vêm se tornando mais comum no mundo, atualmente responsáveis por cerca de 10% dos casos. Onicomicose por cândida é rara.

Epidemiologia: Estima-se que acometa 2-14% da população mundial. A incidência aumenta com a idade, diabetes e imunodepressão, e tem maior prevalência entre homens.

Quadro clínico:
Apresenta cinco tipos clínicos principais.

  • Onicomicose subungueal lateral e distal – Caracteriza-se por hiperceratose subunguel e onicólise distal que normalmente é branco amarelada. É a forma clínica mais comum de onicomicose e geralmente causada pelo Trichophyton rubrum.
  • Onicomicose branca superficial – Manchas brancas pulverulentas, ocasionando espessamento e fragilidade ungueal. Usualmente causada pelo Trichophyton mentagrophytes.
  • Onicomicose subungueal proximal – Área de leuconíquia proximal, que se move distalmente com o crescimento da unha. Devido à infecção pelo Trichophyton rubrum, típica de pacientes imunossuprimidos.
  • Onicomicose Endonyx – Descoloração branca da parte proximal, sem hiperceratose ou onicólise
  • Onicomicose por Cândida – Afeta várias unhas e comumente associa-se a inflamação periungueal.

Pacientes podem ter uma combinação desses subtipos. A onicomicose total distrófica é a forma mais avançada de todos os subtipos.

Para o diagnóstico, a microscopia direta de uma preparação de hidróxido potássio (KOH) 20% em sulfóxido de dimetilo e cultura micológica devem ser solicitadas. A microscopia direta faz um screening para presença de fungos e a cultura identifica o agente etiológico e guia a terapia.

Tratamento: Medicações para onicomicose podem ser administradas por via tópica ou oral. A associação de tratamento tópico e oral aumenta as taxas de cura. Além disso, podem ser usadas medidas cirúrgicas adjuvantes.
Onicomicose superficial banca e onicomicose subungueal lateral e distal limitada à parte distal podem ser tratadas com agente tópico isolado. O tratamento sistêmico sempre é indicado para onicomicose subungueal lateral e distal quando acomete a parte proximal e para a onicomicose subungual proximal.
Tratamentos não farmacológicos incluem utilização de laser, terapia fotodinâmica, além de cirurgia para avulsão da unha, que pode complementar o tratamento oral. A remoção química com composto de uréia 40-50% pode ser usada em doentes com unhas grossas.

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