Leucoplasia Oral Pilosa

Leucoplasia Oral Pilosa

Publicado em 11 de maio de 2015

Atlas de Imagens

Foi descrita pela primeira vez 1984 e usualmente relaciona-se a condições de imunossupressão, principalmente a infecção pelo HIV.

Epidemiologia e etiologia: É resultado da reativação do vírus Epstein-Barr (EBV ou gamaherpesvirinae /HHV-4), nas células epiteliais, vírus que está presente em mais de 90% da população. Representa a quarta causa de lesões orais nos pacientes  HIV positivos, e hoje,encontra-se presente em cerca de 10% desses pacientes.

Trata-se de uma infecção oportunista  dos pacientes HIV positivos, e a incidência é proporcional ao aumento da carga viral e diminuição do CD4, correlacionando-se com um nível médio de CD4+ de 235 células/mm3.  Sua presença em indivíduos onde não se conhece o status sorológico para o HIV, é fortemente sugestiva de infecção pelo HIV. Também pode estar presente em outras formas de imunossupressão, como portadores de problemas hematológicos, transplantados medulares ou renais, neoplasias hematológicas  e uso de quimioterapia.

Acredita-se que nessas condições de baixa de imunidade, haveria diminuição das células T citotóxicas específicas contra EBV e diminuição das células de Langerhans (células mediadoras da imunidade), ocorrendo reativação do vírus de EBV nas células epiteliais.

Quadro clínico: Clinicamente se apresenta como  placa branca fixa ondulada, com aspecto papilomatoso nas  bordas laterais da língua, uni ou bilaterais, mas não de forma simétrica, e usualmente é assintomática.  Pode acometer  também face ventral ou dorsal da língua, gengiva ou mesmo mucosa oral. Uma característica importante da leucoplasia pilosa oral, é que esta encontra-se firmemente aderida à mucosa ou superfície da língua, o que pode ajudar a distinguir de outras lesões orais, como a candidíase.

O histopatológico evidenciará hiperqueratose, papilomatose e acantose, além de degeneração baloniforme da epiderme.

Tratamento: Normalmente não está indicado pelo caráter assintomático das lesões e pois costumam regredir com o tratamento antiretroviral pela melhora da imunidade. Sua prevalência vem diminuindo com a instituição da terapia antiretroviral.

Em associação ao tratamento antiretroviral, pastilhas de clotrimazol ou suspensão oral de nistatina podem ser usadas com sucesso. A terapia alternativa com antivirais orais geralmente leva à resolução da lesão dentro de 1-2 semanas com aciclovir em doses elevadas (800 mg 5 vezes por dia), valaciclovir (1000 mg 3 vezes ao dia) ou fanciclovir (500 mg 3 vezes ao dia). Antivirais inibem a replicação do EBV, mas não eliminam o estado de infecção latente.

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