Gianotti-Crosti

Gianotti-Crosti

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Doença de Gianotti-Crosti  ou acrodermatite papulosa é uma dermatose auto-limitada, descrita pela primeira vez na Itália em 1955, que ocorre principalmente em crianças e de distribuição predominantemente acral.

Epidemiologia: Aparentemente uma doença incomum, é frequentemente subdiagnosticada pela característica benigna e auto-limitada da doença. Mais comumente observada durante a primavera e verão. Predomina em crianças, principalmente entre 3 meses e 15 anos, com pico de incidência em menores de 2 anos de idade, sem predominância entre os sexos.

Etiopatogenia: Inicialmente atribuía-se a doença a infecção aguda pelo vírus da hepatite B. Estudos mais recentes, relacionam  a doença  a inúmeros agentes infeciosos virais e bacterianos, em especial o Epstein Barr vírus. O agente infecioso desencadearia uma resposta imune de hipersensibilidade, com posterior surgimento das lesões.

Manifestações clínicas: Caracteriza-se por erupção monomórfica composta de pápulas eritematosas e/ou da cor da pele, ou mais raramente pápulo-vesiculas, de distribuição simétrica e acral, sobre as superfícies extensoras das extremidades, nádegas e face. Tronco, joelhos, cotovelos, palmas e plantas são raramente envolvidos. Prurido é um sintoma usual,  e febre e linfonodomegalia podem estar presentes em até 30% dos casos.
O diagnóstico é clínico e os exames laboratoriais normalmente não são indicados. O histopatológico é inespecífico.

Tratamento: Orientação aos pais é imprescindível sobre o caráter benigno e auto-limitado da doença, que  regride espontaneamente entre 6 a 8 semanas.
O objetivo do tratamento será a redução dos sintomas, particularmente o prurido. Sugere-se o uso de anti-histamínicos orais de ação central para aliviar o prurido. Estudos recentes sugerem evitar o uso de corticóides tópicos.

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