ERITEMA TÓXICO NEONATAL

ERITEMA TÓXICO NEONATAL

ERITEMA TÓXICO NEONATAL

 

Eritema tóxico neonatal é uma condição benigna, autolimitada e assintomática que ocorre principalmente em recém-nascidos saudáveis no período neonatal inicial, geralmente nas primeiras 48 horas de vida.

 

Epidemiologia. Cerca de 16% dos recém-nascidos são acometidos, afetando mais o sexo masculino. A prevalência é maior em bebês nascidos a termo, com boa saúde e naqueles nascidos de mães sem fatores de risco gestacionais.

 

Fisiopatologia. Embora a etiologia seja desconhecida, alguns estudos mostraram ativação da resposta imune nas lesões, sugerindo que o eritema tóxico neonatal possa corresponder a uma reação inflamatória da pele à colonização microbiana ocorrida no nascimento. A localização principalmente em áreas de pelos sugere que o folículo piloso possa estar envolvido. Além disso, o número de mastócitos é maior em torno dos folículos pilosos da pele comprometida.

 

Manifestação clínicas. A erupção é caracterizada por pápulas pequenas e eritematosas, vesículas e, ocasionalmente, pústulas, cercadas por um halo eritematoso. As lesões individuais são transitórias, muitas vezes desaparecendo em horas e depois reaparecendo em outro local do corpo. Geralmente, aparecem no segundo dia de vida e regridem dentro de 5 a 14 dias sem deixar sequelas. Os locais de ocorrência mais comuns incluem tronco, nádegas e membros proximais. As recorrências são incomuns, mas podem aparecer até a sexta semana de vida.

 

Diagnóstico. Devido à aparência típica das lesões, ao bom estado geral do neonato e à natureza efêmera da erupção, o diagnóstico é geralmente claro. Se houver alguma dúvida, são necessários mais estudos para avaliar uma doença bacteriana, viral ou fúngica subjacente. Diante da suspeita de eritema tóxico neonatal, enfatizar na história a idade do início da erupção, ausência de sinais sistêmicos (febre, irritabilidade, letargia, envolvimento mucocutâneo) ou história materna de infecção por herpes, bactérias, candidíase. No exame físico é importante descrever localização, tamanho e distribuição de máculas, pápulas e pústulas.

 

Diagnóstico Diferencial. Os diagnósticos diferenciais do eritema tóxico neonatal incluem impetigo, sepse neonatal, varicela pediátrica, infecção pediátrica pelo vírus Herpes simplex.

 

Tratamento. Por ser uma condição benigna, autolimitada, assintomática e de prognóstico excelente não requer nenhum tratamento específico.

Referências

1. Pediatric Erythema Toxicum

Author: Elizabeth Arrington, MD Resident Physician, Department of Dermatology, University of South Florida College of Medicine

2. Erythema Toxicum Neonatorum

Author: Neil F Gibbs, MD Voluntary Associate Professor, Departments of Pediatrics and Medicine (Dermatology), University of California, San Diego School of Medicine; Residency Program Director, Pediatric Dermatologist, Department of Dermatology, Naval Medical Center, San Diego; Clinical Professor of Dermatology and Clinical Professor of Pediatrics (Secondary), Uniformed Services University of the Health Sciences

3. Neonatal toxic erythema : clinico-epidemiologic characteristics and recent pathogenic hypothesis Authors: Menni S, Boccardi D, Crosti C.
Benign skin disease with pustules in the newborn Reginatto FP1, Villa DD2, Cestari TF1

 

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