Eritema anular centrífugo

Eritema anular centrífugo

Publicado em 7 de maio de 2015

Atlas de Imagens

 

Eritema Anular centrífugo é um erupção de duração variável, assintomática ou pruriginosa, descrita  pela primeira vez no início do século 20.

Epidemiologia: Doença rara, normalmente auto-limitada, que se resolve em uma média de um  ano. A maioria dos casos não requer tratamento e se resolve espontaneamente. Quando associada a malignidade, a  dermatose tende a se resolver com o tratamento da neoplasia.  Pode preceder casos de neoplasia em 2 anos ou mais, ou ocorrer de forma concomitante.
Não há predomínio da doença entre sexo e/ou idade.

Etiopatogenia: A etiologia ainda é incerta, e maioria dos casos tem origem idiopática. Porém, pode estar relacionada a uma reação de hipersensibilidade a uma série de agentes incluindo infecções, drogas, ou malignidade.
Casos de eritema anular centrifugo também  foram descritos em associação com algumas doenças internas, como insuficiência renal, lúpus, doença de Graves, dentre outras.

Atualmente é classificado em dois grupos:
– Superficial ( mais comum, descamativo e pruriginoso)
– Profundo ( sem descamação ou prurido)

Manifestações clínicas: A lesão se inicia como pápulas eritematosas que crescem perifericamente e clareiam centralmente, dando origem a placa anular ou arcifrome, de bordas proeminentes eritematosas com presença de descamação  central na face interna dessa borda. Essa placa pode varias de milímetros a alguns centímetros e geralmente é pruriginosa. Têm predileção pelos membros inferiores, mas pode ocorrer em qualquer área, e normalmente poupam palmas e plantas.
O diagnóstico é clínico e uma biópsia de pele pode ser necessária para confirmar o diagnóstico. Investigação de uma causa de base para doença deve sempre ser requerida.

Tratamento: O eritema anular centrífugo é usualmente auto-limitado e tende a regredir se houver causa base a ser tratada. Dessa forma, o primeiro passo do tratamento, consiste na investigação e tratamento de uma possível doença subjacente, ou retirada de uma possível droga desencadeadora, apesar de a grande maioria dos casos ter caráter idiopático.
Corticóides tópicos podem ser usados com regressão das lesões, mas não previnem surgimento de novas lesões, ou evitam recidivas.
Terapias antibacterianas ou antifúngicas podem ser usadas.
Outras opções terapêuticas incluem uso do calcipotriol, metronidazol, ertanacept.
O prognóstico é excelente e tende a regredir independente da opção terapêutica utilizada, exceto se malignidade ou outra doença sistêmica subjacente.

Pesquisar