Citomegalovírus

Citomegalovírus

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Infecção comum em todo o mundo, usualmente assintomática. O paciente é portador são, porém o vírus pode se apresentar nas secreções intermitentemente. Dependendo das condições socioeconômicas da população, de 40 a 100% dos adultos são infectados. Existem várias formas de transmissão: transplacentária (1% dos nascimentos), período perinatal e neonatal (secreção cervical no canal de parto e aleitamento materno), transfusão sangüínea, relação sexual, órgão transplantado de doador soropositivo, através da saliva e urina infectadas. O período de incubação é de 4 a 8 semanas.

Clinicamente, a infecção congênita se apresenta com hepatoesplenomegalia, icterícia e púrpura, sendo a principal causa de perda auditiva e retardo mental nesse grupo, evoluindo, quase sempre, para a fatalidade. Pode cursar com pápulas ou nódulos eritematosos ou purpúricos que permanecem por 4 a 6 semanas “BLUEBERRY MUFFIN”, traduzindo uma eritropoiese extramedular dérmica.

Em imunocompetentes, uma síndrome monunucleose símile é a forma de expressão clínica mais observada. Desenvolve-se com febre e linfocitose, exantema rubeolifomre ou maculopapuloso (até 1/3 dos casos), atingindo especialmente as pernas. O uso de ampicilina pode desencadear a erupção, tal como ocorre com a mononucleose. Menos freqüentemente observa-se: linfoadenopatia, esplenomegalia, vasculite linfocítica, livedo reticular, urticária, síndrome de Guillain-Barré, síndrome de Gianotti-Crosti e escleredema em lactentes.

Nos imunodeprimidos a evolução, geralmente, é severa e fatal. Cursa com pneumonite, hepatite, ulceração gastrointestinal, superinfecção com outros patógenos oportunistas, complicações neurológicas (encefalite, mielite, mieloradiculite), alterações cutâneas (placas ou nódulos pigmentados, vesículas, bolhas, pústulas e púrpuras, ulceração em genitália, períneo, nádega e coxas). É a principal causa de cegueira, devida à retinite, em pacientes com AIDS, podendo esses pacientes desenvolver lesões ceratósicas e ulceradas na pele e mucosa oral.

Diagnóstico: A histologia da lesão demonstra inclusões intranucleares, circundadas por halo claro, detectadas pela imunohistoquímica, chamadas OLHO DE CORUJA (“OWL EYE”) nas células endoteliais, sendo patognomônicas da infecção pelo citomegalovirus. Com o isolamento do vírus em secreções e sangue também se detecta essas inclusões nucleares. Método rápido com grande sensibilidade é o PCR. Na infecção congênita o anticorpo IgM positiva com 3 semanas de vida.
Tratamento. Geralmente não requer terapia, exceto em situações de risco de vida ou retinite, quando se emprega ganciclovir e foscarnet.

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