Cisto Pilonidal

Cisto Pilonidal

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O cisto pilonidal consiste em processo inflamatório crônico que ocorre frequentemente na região sacrococcígea, estando geralmente associado à presença de pelos.

 

Epidemiologia. A incidência da doença é de aproximadamente 26 casos por 100.000 habitantes. Ocorre predominantemente em homens, na proporção de 3-4: 1. Acomete principalmente pacientes brancos, tipicamente no período entre o final da adolescência até os 20 anos. Os fatores de risco para doença são: trauma local, história familiar positiva de doença pilonidal, estilo de vida sedentário, sobrepeso/obesidade e fenda interglútea profunda.

Fisiopatologia.  A teoria contemporânea enfatiza que a doença pilonidal é adquirida, ao invés de ser congênita, já que os cistos pilonidais podem se repetir após ressecção cirúrgica extensa da área afetada. O mecanismo específico para o desenvolvimento da doença ainda não está claro, embora o pelo e a inflamação sejam fatores importantes.

À medida que o paciente senta ou se curva, a fenda interglútea se estende, isso danifica os folículos pilosos e abre um poro. Os poros podem conter cabelo, resíduos infectados e tecidos de granulação. O cabelo retido estimula uma reação e infecção tipo corpo estranho. Quando o poro se infecta, desenvolve-se um abscesso subcutâneo agudo, que se espalha ao longo do trato e pode descarregar o conteúdo através do cisto pilonidal na fenda interglútea.

Manifestação clínica. A doença tem apresentação variável e pode ser assintomática, mas a forma mais comumente observada é de uma lesão edemaciada e dolorosa na região sacrococcígea, a cerca de 4-5 cm posterior ao orifício anal. Os pacientes podem apresentar drenagem intermitente na área, com fluido purulento, mucoide ou sanguinolento. A doença crônica muitas vezes se manifesta com drenagem e dor recorrentes ou persistentes.

No exame físico, o paciente pode apresentar achados típicos de abscesso, incluindo rubor, calor, sensibilidade local e flutuação. Uma massa sensível com drenagem pode estar presente, assim como pode ser visto pelos.

Diagnóstico. A doença é diagnosticada com base na história e exame físico. A localização dos poros na linha média superior ao ânus, sobre o sacro e cóccix, é uma característica da doença. Exames laboratoriais não são diagnósticos, porém, a leucocitose pode indicar um abscesso não drenado no contexto clínico agudo ou crônico.

Diagnóstico diferencial. Os diagnósticos diferenciais incluem: fístula anal e fissuras; hidradenite supurativa; abscesso perirretal; sífilis e tuberculose.

Tratamento. Um abscesso pilonidal agudo é tratado com incisão e drenagem, geralmente sob anestesia local. Esse não é um procedimento definitivo, pois as taxas de recorrência variam de 20-55%. O tratamento definitivo da doença crônica ou persistente é excisão cirúrgica de todos os tratos sinusais. O uso de antibióticos, por exemplo, cefalosporina de primeira geração (cefazolina) associado à metronidazol, é geralmente limitado ao aparecimento secundário de celulite.

 

Referências.

1. PilonidalCystandSinus

Author: Alex Koyfman

Coauthor(s): Brit J Long

 

2. Interglutealpilonidaldisease: Clinicalmanifestationsanddiagnosis

Authors: Daniel J Sullivan, MD, MPH; David C Brooks, MD; Elizabeth Breen, MD

3. PilonidalDisease

Author: M Chance Spalding

Coauthor(s): Jason P Straus

 

4. Management ofinterglutealpilonidaldisease

Authors: Daniel J Sullivan, MD, MPH; David C Brooks, MD; Elizabeth Breen, MD

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